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Conheça a Cachoeira do Tiririca em Murici

Nem só de belas praias vive Alagoas, existem lagoas, matas, morros, o sertão, rios e cachoeiras. Infelizmente tais destinos são pouco conhecidos da maioria dos alagoanos, mas antes tarde do que nunca, e por isso tentaremos divulgar alguns pontos turísticos do nosso querido Estado. Ao final deste artigo não deixe de conferir nossas recomendações para uma melhor experiência na trilha.

 

É muito fácil chegar lá, basta seguir o mapa abaixo, ou clicar aqui para seguir pela rota do google map.

 

Mapa

 

Há cerca de 50km de Maceió, 43min de carro, está a cidade de Murici, e é lá que se encontra nosso destino, a Cachoeira de Tiririca, que recebeu esse nome de um repórter do SBT, que batizou o lugar há mais de 25 anos. “No ponto mais alto há uma forte presença de uma gramínea conhecida como tiririca navalheira, superafiada que corta a pele. Por isso o nome inusitado”. Nosso ponto de partida é a capital alagoana, saindo pela Av Fernandes Lima em direção a Rio Largo, segue até Messias, logo após entra a esquerda como quem vai para União dos Palmares, mas antes de chegarmos a cidade de Zumbi, nos deparamos com Murici, facilmente identificada pelo letreiro abaixo.

 

Observação: certifique-se de que seu carro está abastecido, pois ao sair da pista você percorrerá um considerável caminho de barro, e não esqueça que também terá que voltar por esse mesmo caminho. O último posto de gasolina que você encontrará é neste ponto.

 

Pode seguir estrada, sem entrar na cidade, mas preste atenção na pista e ao mesmo tempo nos canaviais do lado direito, pois é deste lado que estará a placa, bem discreta, indicando a entrada para a estrada de barro que dará no ponto base para o começo da trilha da cachoeira.

 

 

Ao sair da pista você percorrerá um caminho um tanto longo até o primeiro portal da Fazenda Boa Sorte, logo depois mais uma curta estrada de barro até o segundo portal e depois a recepção.

 

 

Na recepção da Fazenda você tem toda uma estrutura de laser e instruções ecológicas sobre a fauna e flora da região, além de poder almoçar no local, que conta com uma cozinha que funciona em horários determinados, por isso é bom agendar com antecedência.

 

Eles também disponibilizam uma área de jogos com sinuca e ping-pong, além de algumas mesas para jogos de tabuleiros. Tem também uma piscina que pode ser utilizada por quem vai fazer a trilha, sem nenhum custo adicional além do já cobrado, que é de R$20,00 (vinte reais).

 

Para quem desejar eles também disponibilizam dormitórios, que podem ser alugados para eventos ou estadia individual.

 

 

A sugestão é não aproveitar a piscina na chegada, mas deixar ela para um momento de relaxamento após a trilha. Confie, você vai precisar kkkkkk.

 

A trilha é feita por um dos guias da Fazenda, e dura cerca de 1 hora para ir e mais 1 hora para voltar. Mais uma vez sugerimos ligar com antecedência para agendar tudo direitinho, assim o pessoal já deixa um guia aguardando seu grupo.

 

A trilha pode parecer fácil no início, com um terreno quase plano, é um pasto de criadores de gado, que por muitas vezes poderão ser avistados, mas ao longo que você vai adentrando na mata ela vai ficando cada vez mais íngreme e fechada. A primeira “dificuldade” é uma pequeno córrego de água que dificultará seus passos, mas não se preocupe, isso é sinal de que a cachoeira está com um volume bom. Por várias vezes aparecerão troncos de árvores pelo caminho, em que você deverá passar por cima ou por baixo. Não são raras as vezes em que a trilha se torna estreita e que só é possível passar uma pessoa de cada vez.

 

 

Após esse início o que se segue são subidas e leves decidas dentro da mata fechada, exigindo condicionamento físico básico (eu mesmo pedi arrego uma vez kkkkk). O guia que nos acompanhou sempre compreensivo nos perguntava se queríamos fazer uma pausa, e quando queríamos ele sempre nos esperava pacientemente.

 

Após uma longa e exigente caminhada de cerca de 2,5km, nos deparamos com os primeiros sons da queda d’água, que logo é avistada. Ela tema cerca de de 20m de altura e cai sobre enormes rochas. Não espere um lago na sua queda, onde você posa mergulhar, por exemplo. Ela não forma “poças”, o jeito é ir para cima das pedras e se banhar quase que encostados.

 

 

Mas para quem ainda guarda um pouco mais de fôlego, dá para subir um pouco mais até o pico da cachoeira, onde há um pequeno lago e que alguns visitantes se banham e apreciam uma vista impressionante da região. Tanto no pico quanto na queda a água é bem gelada o que refresca bastante e recarrega as energias para a caminhada de volta.

 

 

O QUE LEVAR?
– Uma garrafa de água com, pelo menos, 1L por pessoa;
– Alguma coisa leve e pouca para comer (ex.: frutas ou barras de cereal)
– Tênis confortável para caminhada;

– Roupas leves;
– Boné;
– Protetor solar;
– Toalha;
– Um par de meias reserva;
– Celular ou câmera fotográfica com bateria cheia;
– Carro bem abastecido;
– Dinheiro trocado para alguma necessidade, cerca de R$50,00;

– Muita disposição.

 

Para mais informações sobre a fazenda Boa Sorte e a cachoeira do Tiririca entre em contato pelos telefones (82) 9644 4261 ou 9994 4261.

1 comentário

  1. Luis Carlos

    Tirem essa página da internet. É melhor que não fiquem sabendo. O ser humano acaba com tudo por onde passa. A prefeitura não investe em segurança para os turistas e nem para o local.

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